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Bio Anastrepha

Bio Anastrepha

Proteína Hidrolizada Para uso em armadilhas na atração das Moscas das Frutas Anastrepha spp e Ceratitis capitata .

Informações do produto

Moscas-das-frutas (Anastrepha sp Ceratitis capitatap.)

Cultura:
Citros, goiaba, manga, mamão, pêssego, maçã, nêspera, pitanga, acerola e outras atacadas pela mosca-das-frutas

Armadilha:
McPhail

Classe:
atrativo alimentar (proteína hidrolisada)

Finalidade:
monitoramento populacional

Utilização
Preparação: Diluir o líquido concentrado a 5% (500 ml para cada 9,5 litros).
Dose: 1 armadilha com 500 ml da solução diluída para cada hectare. 
Disposição no campo: colocar as armadilhas penduradas nas árvores, no terço superior, em local sombreado, posicionadas ao lado leste das plantas. 
Avaliação: semanal 
Durabilidade em campo: 15 dias 

 

 RECONHECIMENTO:

Frutos com pequeno orifício no centro de uma mancha de coloração marrom; polpa danificada por larvas vermiformes de coloração branco-amarelada, apresentando a extremidade posterior truncada e a anterior afilada. Atacam frutos verdes e maduros. Para as espécies A. fraterculus e A. oblíqua, o adulto é uma mosca que mede cerca de 6,5 mm de comprimento, apresentando coloração predominantemente amarela e notando-se uma mancha amarela em forma de S que vai da base à extremidade da asa. No bordo posterior da asa e junto a esta, há outra mancha de mesma cor e forma de V invertido. As duas manchas são sombreadas de preto.

 

 

 Descrição e Biologia

 

OVO – Ao encontrar o local apropriado, a fêmea introduz o ovipositor através da casca no mesocarpo. Em seguida, faz um movimento para alargar o orifício, a fim de fazer uma câmara onde coloca de 1 a 10 ovos, dependendo do fruto. O ovo é alongado, tem 1 mm de comprimento e assemelha-se a uma pequena banana de coloração branca. São colocados verticalmente na câmara. O período de incubação é de 2 a 6 dias;

 

LARVA – Ao eclodir a larva, esta entra no endocarpo, ou polpa fazendo galerias em direção ao centro. A larva completamente desenvolvida mede cerca de 8 mm de comprimento, é de coloração branco-amarelada, afilada na parte anterior, truncada e arredondada na posterior. Quando retiradas de seu ambiente, dobram o corpo e saltam.

PUPA - Findo o período larval, que varia de 9 a 13 dias, as larvas abandonam os frutos e deixam-se cair no solo; em seguida, aprofundam-se de 1 a 10 cm, de acordo com a consistência do solo, transformando-se em pupa. Esta tem a forma de um pequeno barril, mede cerca de 5 mm de comprimento e é de coloração marrom escura. O período pupal varia de 10 a 12 dias, no verão, e até 20 dias no inverno. Findo esse período, emergem os adultos.

 

ADULTO - O adulto é uma mosca que mede cerca de 6,5 mm de comprimento, apresentando coloração predominantemente amarela. Após o acasalamento, a fêmea permanece alguns dias em processo de maturação dos ovos. Ao final do período de pré-oviposição, quando se alimenta de proteínas e carboidratos para produzir descendentes férteis, cuja duração é de aproximadamente 11 dias, procura frutos próximos à maturação. Localizado o fruto, caminha sobre ele, a fim de determinar o melhor local para a oviposição. A fêmea inicia a postura após 12 dias do acasalamento. O ciclo evolutivo completo é de 31 dias. Ela pode viver até 10 meses, colocando, nesse período, cerca de 800 ovos. Distingue-se facilmente o macho da fêmea, pois aquele possui, na fronte e entre os olhos, dois apêndices filiformes terminados em forma de espátula.

 

Prejuízos

As moscas-das-frutas produzem danos de grande proporção às culturas de mamão, citros, maçã, maracujá, nectarina, nêspera, pêra, acerola e ameixa. Os frutos atacados pelas moscas apresentam sintomas bem característicos: em volta do local onde foi feita a postura aparece um halo com aproximadamente 2 cm de diâmetro e coloração escura. Quando as larvas nascem, este halo vai ficando com cor acastanhada devido ao apodrecimento da casca. É exatamente aí, sobre esses tecidos destruídos, que se desenvolvem certos fungos. A praga ataca preferencialmente as frutas expostas ao sol. Por apresentar um ovipositor mais longo, as espécies A. fraterculus e A. obliqua atacam indistintamente frutos verdes e maduros. Devido à “sucessão de hospedeiros”, a Anastrepha irá transferir-se de diversas frutíferas, cujas colheitas são feitas durante o verão, para variedades precoces de outras culturas. Ao contrário da C. capitata, a mosca Anastrepha sp. ocorre em todas as regiões brasileiras.

 

Monitoramento

O monitoramento da Anastrepha sp. é feito com o uso de armadilhas Mc Phail da BIO CONTROLE e atrativo alimentar (proteína hidrolizada) BIO ANASTREPHA, além de armadilhas adesivas BIO TRAP de cor amarela. As armadilhas com a proteína podem ser utilizadas para monitoramento ao detectar a presença da praga, auxiliando a tomada de decisão do produtor quanto ao uso de inseticida.

O atrativo alimentar BIO ANASTREPHA deverá ser dissolvido na proporção de 500 ml para cada 9,5 litros de água (5%). Recomenda-se utilizar em cultivos de mamão 1 armadilha Mc Phail para cada hectare e, em demais cultivos, 1 para cada 5 hectares. Cada armadilha deve conter 400 ml de solução e deve ser instalada no terço superior da copa da árvore, à altura de cerca de 1,60 m. As armadilhas deverão ser avaliadas semanalmente, através da coagem do líquido atrativo fora do campo, para evitar competição e redução de captura nas armadilhas, e contagem das moscas. O nível de ação recomendado é o equivalente a 1 mosca/dia ou 7 moscas/semana. O atrativo deverá ser reaproveitado na primeira leitura da semana e substituído apenas na segunda leitura.

Para obtenção do máximo de informações possível sobre a praga, as armadilhas deverão ser instaladas em todas as áreas sob suspeita, bem como aos seus redores, ao longo de todo o ano. Para monitoramento da mosca-das-frutas é comum também a utilização de melaço como atrativo alimentar, porém, a proteína hidrolisada é mais seletiva aos inimigos naturais.

Para monitoramento com BIO TRAP, pendurar as placas a 1,5 m do solo na direção Norte/Nordeste das plantas ou colocar a fita a 1,5 m do solo na direção Norte/Nordeste, na horizontal. A instalação deve ser feita logo após a frutificação da cultura.

 

Bibliografia

GALLO, D.; NAKANO, O.; SILVEIRA NETO, S. et. al... Entomologia agrícola. Piracicaba, SP, Biblioteca de Ciências Agrária Luiz de Queiroz, 2002.

Mosca das Frutas – Um Voraz Inimigo dos Citros. Laranja & Cia. – nº39 – 1994

VILELA, E.F. Eficiência de Iscas de Trimedlure em Armadilhas Para a Captura de Moscas-das-Frutas. Viçosa, MG, UFV.

BENVENGA, S.R. Monitoramento de Mosca-das-Frutas. Info MEP Gravena – Ano 8, nº30, 2002.